segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Reconhecer a depressão...os sintomas podem ser por vezes surpreendentes

A depressão afecta o humor da pessoa, a visão sobre a vida, o comportamento e até algumas funções corporais, tais como dormir, comer ou o próprio nível de energia. A pessoa depressiva sente quase sempre tristeza ou preocupação, e está frequentemente irritável ou ansiosa.


Muitas pessoas com depressão costumam ter baixa da auto-estima e pensamentos negativos (noutras palavras, elas poderão pensar frequentemente, “Eu não consigo fazer isso” ou “Isto não vai resultar”).



A depressão tem diversos sintomas — alguns mais fáceis de reconhecer e outros mais difíceis.
O primeiro sinal de depressão é, muitas vezes, uma mudança do comportamento normal da pessoa — podendo, por exemplo, tornar-se irritável e afastar-se ou começar a ter problemas com o sono ou o apetite. Sintomas comuns de depressão incluem:



Sensação de tristeza, desânimo, melancolia


Perda de interesse por coisas que eram apreciadas (sexo ou outras actividades)


Perda de apetite ou peso (ou, por vezes, aumento de peso)


Dificuldade em dormir ou dormir em demasia


Agitação ou lentificação psicomotoras


Sensação de cansaço, lentidão ou inquietação


Sensação de incapacidade ou culpabilidade


Problemas em concentrar-se, pensar, recordar ou tomar decisões


Pensamentos de morte ou suicídio



Tirando esta última linha, eis que ela se vem aproximando...

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

20 anos depois...

Traz outro amigo também




Amigo


Maior que o pensamento


Por essa estrada amigo vem


Não percas tempo que o vento


ƒÉ meu amigo também




Em terras


Em todas as fronteiras


Seja benvindo quem vier por bem


Se alguém houver que não queira


Trá-lo contigo também




Aqueles


Aqueles que ficaram


(Em toda a parte todo o mundo tem)


Em sonhos me visitaram


Traz outro amigo também




José Afonso




20 anos depois Zeca Afonso não foi efémero. Deixou legado. Por isso se tornou imortal.


Esta noite no Ribeirarte (Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré), vai haver um espetáculo de tributo a Zeca Afonso. Não sei se conseguirei ir, mas espero que vão e que apreciem, pois vai de certeza valer a pena.


Força primito, o pessoal está contigo!!!!


A LENDA DA MOURA SALUQUIA (A VERDADEIRA HISTORIA)

O Castelo de Moura foi abarbatado aos Mouros em 1166 por fulano chamado D. Afonso Henriques, esta data histórica assinala não só a tomada do Castelo de Moura mas também o ano de nascimento de Mário Soares, agora candidato a Presidência da Republica.

Os Cristãos sabendo que Salúquia (famosa Alcaidesa de Al-Manijah, boa c’mó milho, nascida na maternidade de Moura pelas mãos da celebre enfermeira Irmã Florinda) se preparava para casar com Braffma (não confundir com Brasma, variedade do arroz Cigala), tendo inclusivamente marcado o copo de agua num afamado restaurante da terra lá prós lados do largo da feira, resolveram armar-lhe uma estrangêrinha.

Quando esse tal Braffma rumava ao Castelo de Al-Manijah acompanhado de uma comitiva formada por ilustres figuras publicas portuguesas residentes em Espanha tais como José Saramago e Deco, foi então que se armou a palhaçada pois os Cristãos que se tinham posto a cóca atrás de uma piorneira para o gançar, pregaram-lhe uma mão cheia de atabuadas, limparam o sebo aos Mouros e cargaram-lhe com as roupas, com as quais se disfarçaram dirigindo-se para o Castelo para tentar empiolar a pobre desgraçada. Pelo caminho entoavam canticos tais como: SLB, Glorioso SLB; YMCA; It’s Raining Men e esse grande e sucesso de Herman José, És Tão Boa, na altura muito em voga nos karaokes dos bares e discotecas.

Mas Salúquia que estava bispando aquele estufego todo, e pensando ser a sua páxão que vinha em sua direcção, resolveu abrir as portas do Castelo. O seu contentamento foi sol de pouca dura, pois rapidamente se apercebeu que tinha caído numa esparrela, então disse para si mesma:

“…quereis fazer de mim escrava, fazeis mais é o caralho, esperai aí que eu já os chumbo…”.

Preferindo a morte á escravidão resolveu esburcinar-se do alto da torre com a chave nas unhas e morreu com a morterada que bateu no chão, ficando estamoirada lá em baixo que nem uma triguêrona.


Em sua memória foi dado a torre o nome de Salúquia tal como ao azeite da cooperativa, a uma associação de mulheres e a um bairro, á povoação foi dado o nome de Moura.

Ainda hoje no brasão da cidade se pode ver a figura de uma torre com uma moça espojada no chão que algumas vezes não se percebe muito bem o que é.

Autoria: Estoira Boletas ( 17 de Dezembro de 2005 em www.pdmoura.blogspot.com)

Não resisti... peço perdão por aglumas palavras menos próprias, mas não fui eu que escrevi. Mas que está bem feito, está...

Léxico (para quem não entende):

- Estrangêrinha – armadilha; silada; embuscada
- Coca – estar á espreita; alerta
- Gançar – apanhar; capturar; deitar a mão
- Atabuadas – porradas; agressão violenta
- Empiolar – enganar; iludir; ludibriar
- Bispando – estar atento; observar
- Estufego – azafama; manobra; actividade
- Esparrela – engano
- Esburcinar-se – debruçar; inclinar
- Morterada – queda; impacto violento no solo
- Estamoirada – estendida
- Triguêrona – expressão popular
- Espojada – o mesmo que estamoirada

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Em virtude do mau tempo, a Protecção Civil adverte.








Em virtude do mau tempo a Protecção Civil adverte...
Em dia de tempestades e trovoadas, o local mais seguro é perto do chefe ou da sogra.

Não há raio que os parta!!!

5 anos depois...


Pois é foi há precisamente cinco anos que encontrei a minha cara metade.

Com muitos altos e baixos, como em qualquer relação, a minha e sem duvida a melhor (modéstia!!!).

Na nova etapa que se avizinha, que venham muitos mais anos como estes, cheios de alegria, amor e sobretudo compreensão.

Obrigado amor por me abrires os olhos para o amor e por me apoaires quando o chão me foge dos pés.


AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Será bom...???



Você é “She” de Elvis Costello : para si uma relação é uma autêntica montanha russa, sempre entre os momentos de felicidade e os momentos negros. Você nem sempre sabe o que esperar da pessoa amada... mas aprendeu a gostar do friozinho na barriga causado por tantas incertezas.

Daqui





Vendo bem, até que não é mau de todo...

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Domingo no Cine Teatro, cumprindo o ritual...

É triste que muita malta do Não ache que os que votam Sim são todos uma espécie de genocídas, e que os do Sim vejam todos os do Não como beatos hipócritas.É triste ver-mos o circo que se montou em volta do assunto.
Julgo que no meio estará o bom senso.
Medindo tudo, eu já decidi o meu voto, há muito.Sem fundamentalismos e, espero eu, com bom senso.
Voto sim.
Mas com todo o respeito por quem pensa e vota diferente

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Sátira aos HOMENS quando estão com gripe

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão-de-ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Obrigado Dulce, por este momento de inspiração... Lol

Ser um contador de histórias...



O CÁGADO

Havia um homem que era muito senhor da sua vontade. Andava às vezes sozinho pelas estradas a passear. Por uma dessas vezes viu no meio da estrada um animal que parecia não vir a propósito - um cágado.
O homem era muito senhor da sua vontade, nunca tinha visto um cágado; contudo, agora estava a acreditar. Acercou-se mais e viu com os olhos da cara que aquilo era, na verdade, o tal cágado da zoologia.
O homem que era muito senhor da sua vontade ficou radiante, já tinha novidades para contar ao almoço, e deitou a correr para casa. A meio caminho pensou que a família era capaz de não aceitar a novidade por não trazer o cágado com ele, e parou de repente. Como era muito senhor da sua vontade, não poderia suportar que a família imaginasse que aquilo do cágado era história dele, e voltou atrás. Quando chegou perto do tal sítio, o cágado, que já tinha desconfiado da primeira vez, enfiou buraco abaixo como quem não quer a coisa.
O homem que era muito senhor da sua vontade pôs-se a espreitar para dentro e depois de muito espreitar não conseguiu ver senão o que se pode ver para dentro dos buracos, isto é, muito escuro. Do cágado, nada. Meteu a mão com cautela e nada; a seguir até ao cotovelo e nada; por fim o braço todo e nada. Tinham sido experimentadas todas as cautelas e os recursos naturais de que um homem dispõe até ao comprimento do braço e nada.
Então foi buscar auxílio a uma vara compridíssima, que nem é habitual em varas haver assim tão compridas, enfiou-a pelo buraco abaixo, mas o cágado morava ainda muito mais lá para o fundo. Quando largou a vara, ela foi por ali abaixo, exactamente como uma vara perdida.
Depois de estudar novas maneiras, a ofensiva ficou de facto submetida a nova orientação. Havia um grande tanque de lavadeiras a dois passos e ao lado do tanque estava um bom balde dos maiores que há. Mergulhou o balde no tanque e, cheio até mais não, despejou-o inteiro para dentro do buraco do cágado. Um balde só já ele sabia que não bastava, nem dez, mas quando chegou a noventa e oito baldes e que já faltavam só dois para cem e que a água não havia meio de vir ao de cima, o homem que era muito senhor da sua vontade pôs-se a pensar em todas as espécies de buracos que possa haver.
- E se eu dissesse à minha família que tinha visto o cágado? - pensava para si o homem que era muito senhor da sua vontade. Mas não! Toda a gente pode pensar assim menos eu, que sou muito senhor da minha vontade.
O maldito sol também não ajudava nada. Talvez que fosse melhor não dizer nada do cágado ao almoço. A pensar se sim ou não, os passos dirigiam-se involuntariamente para as horas de almoçar.
- Já não se trata de eu ser um incompreendido com a história do cágado, não; agora trata-se apenas da minha força de vontade. É a minha força de vontade que está em prova, esta é a ocasião propícia, não percamos tempo! Nada de fraquezas!
Ao lado do buraco havia uma pá de ferro, destas dos trabalhadores rurais. Pegou na pá e pôs-se a desfazer o buraco. A primeira pazada de terra, a segunda, a terceira, e era uma maravilha contemplar aquela majestosa visibilidade que punha os nossos olhos em presença do mais eficaz testemunho da tenacidade, depois dos antigos. Na verdade, de cada vez que enfiava a pá na terra, com fé, com robustez, e sem outras intenções a mais, via-se perfeitamente que estava ali uma vontade inteira; e ainda que seja cientificamente impossível que a terra rachasse de cada vez que ele lhe metia a pá, contudo era indiscutivelmente esta a impressão que lhe dava. Ah, não! Não era um vulgar trabalhador rural. Via-se perfeitamente que era alguém muito senhor da sua vontade e que estava par ali por acaso, por imposição própria, contrafeito, por necessidade do espírito, por outras razões diferentes das dos trabalhadores rurais, no cumprimento de um dever, um dever importante, uma questão de vida ou de morte - a vontade.
Já estava na nonagésima pazada de terra; sem afrouxar, com o mesmo ímpeto da inicial, foi completamente indiferente por um almoço a menos. Fosse ou não por um cágado, a humanidade iria ver solidificada a vontade de um homem.
A mil metros de profundidade a pino, o homem que era muito senhor da sua vontade foi surpreendido por dolorosa dúvida - já não tinha nem a certeza se era a quinquagésima milionésima octogésima quarta. Era impossível recomeçar, mais valia perder uma pazada.
Até ali não havia indícios nem da passagem da vara, da água ou do cágado. Tudo fazia crer que se tratava de um buraco supérfluo; contudo, o homem era muito senhor da sua vontade, sabia que tinha de haver-se de frente com todas as más impressões. De facto, se aquela tarefa não houvesse de ser árdua e difícil também a vontade não podia resultar superlativamente dura e preciosa.
Todas as noções de tempo e de espaço, e as outras noções pelas quais um homem constata o quotidiano, foram todas uma por uma dispensadas de participar no esburacamento. Agora, que os músculos disciplinados num ritmo único estavam feitos ao que se quer pedir, eram desnecessários todos os raciocínios e outros arabescos cerebrais, não havia outra necessidade além da dos próprios músculos.
Umas vezes a terra era mais capaz de se deixar furar por causa das grandes camadas de areia e de lama; todavia estas facilidades ficavam bem subtraídas quando acontecia ser a altura de atravessar uma dessas rochas gigantescas que há no subsolo. Sem incitamento nem estímulo possível por aquelas paragens, é absolutamente indispensável recordar a decisão com que o homem muito senhor da sua vontade pegou ao princípio na pá do trabalhador rural para justificarmos a intensidade e a duração desta perseverança. Inclusive, a própria descoberta do centro da Terra, que tão bem podia servir de regozijo ao que se aventura pelas entranhas do nosso planeta, passou infelizmente desapercebida ao homem que era muito senhor da sua vontade. O buraco do cágado era efectivamente interminável. Por mais que se avançasse, o buraco continuava ainda e sempre. Só assim se explica ser tão rara a presença de cágados à superfície devido à extensão dos corredores desde a porta da rua até aos aposentos propriamente ditos.
Entretanto, cá em cima na terra, a família do homem que era muito senhor da sua vontade, tendo começado por o ter dado por desaparecido, optara, por último, pelo luto carregado, não consentindo a entrada no quarto onde ele cstumava dormir todas as noites.
Até que uma vez, quando ele já não acreditava no fim das covas, já não havia, de facto, mais continuação daquele buraco, parava exactamente ali, sem apoteose, sem comemoração, sem vitória, exactamente como um simples buraco de estrada onde se vê o fundo ao sol. Enfim, naquele sítio nem a revolta servia para nada.
Caindo em si, o homem que era muito senhor da sua vontade pediu-lhe decisões, novas decisões, outras; mas ali não havia nada a fazer, tinha esquecido tudo, estava despejado de todas as coisas, só lhe restava saber cavar com uma pá. Tinha, sobretudo, muito sono, lembrou-se da cama com lençóis, travesseiro e almofada fofa, tão longe! Maldita pá! O cágado! E deu com a pá com força no fundo da cova. Mas a pá safou-se-lhe das mãos e foi mais fundo do que ele supunha, deixando uma greta aberta por onde entrava uma coisa de que ele já se tinha esquecido há muito - a luz do sol. A primeira sensação foi de alegria, mas durou apenas três segundos, a segunda foi de assombro: teria na verdade furado a Terra de lado a lado?
Para se certificar alargou a greta com as unhas e espreitou para fora. Era um país estrangeiro; homens, mulheres, árvores, montes e casas tinham outras proporções diferentes das que ele tinha na memória. O sol também não era o mesmo, não era amarelo, era de cobre cheio de azebre e fazia barulho nos reflexos. Mas a sensação mais estranha ainda estava para vir: foi que, quando quis sair da cova, julgava que ficava em pé em cima do chão como os habitantes daquele país estrangeiro, mas a verdade é que a única maneira de poder ver as coisas naturalmente era pondo-se de pernas para o ar...
Como tinha muita sede, resolveu ir beber água ali ao pé e teve de ir de mãos no chão e o corpo a fazer o pino, porque de pé subia-lhe a sangue à cabeça. Então, começou a ver que não tinha nada a esperar daquele país onde nem sequer se falava com a boca, falava-se com o nariz.
Vieram-lhe de uma vez todas as saudades da casa, da família e do quarto de dormir. Felizmente estava aberto o caminho até casa, fora ele próprio quem o abrira com uma pá de ferro. Resolveu-se. Começou a andar o buraco todo ao contrário. Andou, andou, andou; subiu, subiu, subiu ...
Quando chegou cá acima, ao lado do buraco estava uma coisa que não havia antigamente - o maior monte da Europa, feito por ele, aos poucochinhos, às pazadas de terra, uma por uma, até ficar enorme, colossal, sem querer, o maior monte da Europa.
Este monte não deixava ver nem a cidade onde estava a casa da família, nem a estrada que dava para a cidade, nem os arredores da cidade que faziam um belo panorama. O monte estava por cima disto tudo e de muito mais.
O homem que era muito senhor da sua vontade estava cansadíssimo por ter feito duas vezes o diâmetro da Terra. Apetecia-lhe dormir na sua querida cama, mas para isso era necessário tirar aquele monte maior da Europa, de cima da cidade, onde estava a casa da sua família. Então, foi buscar outra pá dos trabalhadores rurais e começou logo a desfazer o monte maior da Europa. Foi restituindo à Terra, uma por uma, todas as pazadas com que a tinha esburacado de lado a lado. Começavam já a aparecer as cruzes das torres, os telhados das casas, os cumes dos montes naturais, a casa da sua família, muita gente suja de terra, por ter estado soterrada, outros que ficaram aleijados, e o resto como dantes. O homem que era muito senhor da sua vontade já podia entrar em casa para descansar, mas quis mais, quis restituir à Terra todas as pazadas, todas. Faltavam poucas, algumas dúzias apenas. Já agora valia a pena fazer tudo bem até ao fim. Quando já era a última pazada de terra que ele ia meter no buraco, portanto a primeira que ele tinha tirado ao princípio, reparou que o torrão estava a mexer por si, sem ninguém lhe tocar; curioso, quis ver porque era - era o cágado.


JOSÉ DE ALMADA - NEGREIROS

"Para ser um contador de histórias, não é necessário ter dom, como muitas pessoas afirmam, mas é necessário sensibilidade e poder de encantamento" ...

... ainda não desisti do meu sonho!!!

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

...

Ontem vi-te, e esqueci-me de respirar.

De volta...

Pois... Depois de uma semana fora, eis-me de volta de novo em acção...
Mas valeu bem a pena estar fora este tempo, pois o meu paizito esta a recuparar da cirurgia em pleno, e portanto estou muitissimo contente...
Mas no entanto, e a vida tem detas coisas, já aprtam as saudades daqueles que deixei em Moura, dos meus sobrinhitos principalmente.
Enfim...
Não há-de ser nada. É SÓ segunda-feira. A sexta não tarada está ai.
Boa semana para todos