segunda-feira, abril 20, 2009

De 22 de Abril a 3 de Maio


Pois é, está a chegar mais uma edição da Feira do Livro de Moura.

A cidade vai estar mergulhada na Alegria dos livros e dos espetáculos desta maravilhosa feira organizada pela nossa Câmara.

Por isso convido todos aqueles que vêm este humilde barraco a fazer uma visita à nossa feira, com a certeza de que não se irão arrepender.

Aqui vos deixo o programa das festas que também está disponível aqui:



Programação
quarta-feira, 22 de Abril de 2009


18h00 Inauguração da Feira do Livro
Inauguração da Exposição sobre Urbano Tavares Rodrigues

21h30 Grupo de Teatro Lagarto Pintado

quinta-feira, 23 de Abril de 2009 dia mundial do livro

Visitas das escolas
18h00 Apresentação do livro "Planície: uma voz na década do silêncio" de Alberto Franco

21h30 Apresentação do livro "Seara Resgatada", e homenagem a Miguel Serrano


sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Visitas das escolas

18h00 Música ao vivo com os alunos do Conservatório Regional do Baixo Alentejo

21h30 Espectáculo Comemorativo do 25 de Abril, com o Grupo Musical Boémia


sábado, 25 de Abril de 2009


16h00 Encontro de grupos corais
org. Grupo Coral Brisas do Guadiana

21h30 A Bíblia, toda a palavra de Deus (d'uma assentada) pela Companhia de Teatro do Chiado


domingo, 26 de Abril de 2009

10h00 Atelier de dança criativa para pais e filhos

16h30 Concerto d'Os Violinhos - Academia de Música de Lisboa

21h30 Recital de Poesia com Vítor Norte e João Lagarto


segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Visitas das escolas 18h00

Apresentação do livro "A Fisga" de Valdemiro Correia

21h30 Teatro


terça-feira, 28 de Abril de 2009

Visitas das escolas

18h00 Música ao vivo com os alunos do Conservatório Regional do Baixo Alentejo
21h30 A lonjura do perto pelo Grupo de Teatro de Animação da Moura Encantada

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Visitas das escolas

21h30 Dança é … prapular


quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Visitas das escolas

18h00 Música ao vivo com os alunos do Conservatório Regional do Baixo Alentejo

21h30 Vozes da Rádio


sexta-feira, 1 de Maio de 2009

10h00 Atelier de expressão dramática para crianças

17h00 Concerto da SFUM Os Amarelos

21h30 Concerto de Guitarra clássica com Juan Carlos Leon


sábado, 2 de Maio de 2009

11h00 Atelier

16h00 Teatro Infantil: El-Rei Tadinho no Reino das Cem janelas ~
21h30 A verdadeira Treta, com António Feio e José Pedro Gomes Cine-Teatro Caridade


domingo, 3 de Maio de 2009

Todo o dia Conta-me histórias, pelo Salto no Escuro

21h30 Homenagem a Florbela Espanca

Apareçam!!

Todos os motivos são bons para visitar Mour, e este sem dúvida é um deles!!!

Bejos


Hasta

sábado, abril 11, 2009

Há um ano...





Há um ano atrás, começava a maior aventura da minha vida. Por mais que ouvisse, lesse e tentasse ver em todo o lado, nada me preparou para a confusão de sentimentos que eu passei a sentir a partir deste dia... felicidade, medo, alegria pânico entre outros começaram a fazer parte do meu dia-a-dia. Há tantas pessoas a quem eu quero agradecer, por estarem comigo nesta fase:
- Obrigado, Joana por não me três deixado sozinha naquela quarta-feira;
- Obrigado mãe e pai, por terem ido logo ter comigo;
- Obrigado aos meus sogros, por não me terem desamparado;
- Obrigado ao João por não me deixar um so minuto;
- Obrigado aos meus amigos e irmãs e sobrinhos que estavam ansiosamente às espera.
Porém depois de agradecer a tanta gente, há um OBRIGADO muito especial que eu NUNCA poderia deixar de dar. Dizem que os últimos são sempre os primeiros, e mesmo por isso esta pessoa em particular ficou para o fim.
- OBRIGADO Zélia, pela tua paciência infinita em correres comigo os corredores, enquanto eu esperava em pânico, sem saber o que me ia acontecer. OBRIGADO pelo teu amor incondicional que nunca me deixou fraquejar e sempre me ajudou a encontrar mais forças. OBRIGADO por não me teres deixado sozinha, mesmo sabendo que era uma altura complicada no teu trabalho. E apesar de as coisas ás vezes serem um pouco esquisitas, acredita que nunca, mas nunca faria nada para te deixar ficar mal, não a ti que sempre me estendeste a mão, e se eu não soube corresponder a esse apoio, peço desculpa não era minha intensão. Há um ano, o sol não ficou mais brilhante, a lua não rodou três vezes, os rios não ficaram mais azuis, nem o arco-íris conheceu uma nova cor. Há um ano aconteceu o mais maravilhoso milagre na minha vida. TU MAFALDA
Filha: que um dia tenhas toda a sorte do mundo, que sejas linda e inteligente como as tuas primas, que tenhas a genica e a sede de viver dos teus primos. Tu, filha serás uma vencedora! A mãe adora-te!!!!
Parabéns filhota!!!

Bejos

Patrícia

segunda-feira, abril 06, 2009

Ser alentejano não é um dote, é dom.

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que, à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
Portugal nasceu no Norte, mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade; Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras, um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino, depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia, para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que, para o homem comum, fica muito longe, para um alentejano, fica já ali. Para um alentejano, não há longe, nem distância, porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.
D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»
Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.
E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.
Mas, para que uma pessoa se ria de si própria, não basta ser ridícula, porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.
Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.
Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor. «Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»
Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?
Não sei quem escreveu,mas tirei daqui, e eu como boa alentejana que sou não diria melhor!!

Há dias assim...





....... I', feeling like a Monday, but someday i'll be Saturday Night.....

quarta-feira, abril 01, 2009

Lindo...

Uma bela declaração de amor... como eu gostava que chovessem pétalas...
lá estou eu a romântica...mas, se não temos romance, temos o quê???

Hoje estou assim...

Tira a Teima

Se um dia me aproximar de ti
Não penses que é só um flirt
Não julgues que é um filme
Que já viste em qualquer parte

Pensa bem antes de agir
Evita ser imprudente
Faz a carta do meu signo
E vê à lupa o ascendente

Tem cuidado e tira a teima
Vê aquilo que sou
Tem cuidado e tira a teima

Tu não sonhas ao que venho
Não sabes do que sou capaz
Eu dou tudo quanto tenho
Não funciono a meio gás

Vem sentar-te à minha frente
Diz-me o que vês em mim
Não respondas já a quente
Pondera antes de dizer sim

Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou
Fere, rasga e queima

Diz-me se vês o granito
Onde se gravam os grandes temas
Diz-me se vês o amor infinito
Ou somente um par de algemas

Tem cuidado e tira a teima
Porque aquilo que sou
Fere, rasga e queima


Clã - Cintura